ORM / Barra Topo
Logo Parazão
Quase metade dos rebaixamentos paraenses é do Paysandu

Papão sofreu o 6º dos 13 rebaixamentos do Pará
        
Em quatro décadas do Campeonato Brasileiro, o Paysandu é o mais vitorioso dos clubes paraenses, com dois títulos na 2ª divisão (1991 e 2001) e uma Copa dos Campeões (2002), e também o mais rebaixado  (1989, 1995, 1999, 2005, 2006, 2013). Nesse ranking, o Remo (um título na 3ª divisão) tem quatro rebaixamentos (1994, 2004, 2007, 2008). A Tuna (um título na 2ª e outro na 3ª divisão) caiu em 1999 e 2001. O São Raimundo (um título na 4ª divisão) caiu em 2010. Os clubes do Pará já travaram 32 lutas contra a degola e escaparam em 19.    
       
Desde 1971, o futebol paraense teve 18 representantes no Campeonato Brasileiro. Paysandu, Remo e Tuna são os mais destacados, enquanto o Águia se caracteriza pela imobilidade. Está na Série C desde 2008, sem subir, sem descer. Este ano caiu no campeonato estadual, mas se mantém firme no nacional.
        
A coluna volta ao assunto na edição do próximo domingo, com novos dados e uma análise de causas e consequências.


Ex-bicolores no pacote azulino
        
Eduardo Ramos,  é o principal nome das badalações, mas, por enquanto, os ex-bicolores confirmados no pacote azulino são Rodrigo Fernandes e Mael, que já foi remista. O lateral vem do Macaé e o volante do Águia. A próxima confirmação deverá ser do zagueiro Raphael Andrade, do Bragantino, que vestiu azul marinho em 2012. O atacante Zé Soares, destaque do Remo na Série B de 2007, voltou da Europa e também deve ser anunciado em breve. Esses nomes dão a medida do projeto remista, a ser completado com outras três ou quatro contratações. Pelos comentários de bastidores, há negociações encaminhadas com o atacante Leandrão (Hapoel Akko, de Israel) e com o ala/meia Welington Saci (Figueirense).
       
A transação mais polêmica é de Eduardo Ramos. Enquanto a imprensa busca esclarecimentos, o atleta e o Remo tratam de confundir. Pelas informações que tenho, basta o Leão Azul cumprir um compromisso financeiro até o dia 12 de dezembro para Eduardo Ramos se tornar azulino por dois anos, numa negociação que envolve a venda dos seus direitos econômicos. Em outros valores, seria a mesma cartada feita pelo Remo com Leandro Cearense, que está vinculado ao clube até o fim de 2014, e com Ramon, que veio para dois anos e passou apenas quatro meses no Baenão.
 

Como o Leão está atraindo reforços?
        
Desde o final de 2004, quando foi rebaixado à Série C, com fama de “caloteiro”, o Remo sempre teve grande dificuldade para contratar.  O clube foi rejeitado por inúmeros atletas e técnicos nas investidas por profissionais qualificados. Este ano, por estratégia ou por coincidência, ao badalar a revitalização do Baenão e em outras atitudes, o clube deu ao mercado do futebol uma demonstração de fôlego financeiro e de nova linha de gestão antes de partir para contratações. Ou seja, investiu antes numa busca de credibilidade, se mostrou diferente e tornou-se atraente, como atestam as contratações fechadas e encaminhadas.  De onde vem o fôlego financeiro? Sabe-se lá! Uma nova prova está prometida para breve com o ônibus do clube, um veículo 2011, reformado e caracterizado. O importante é que o fôlego financeiro realmente exista, para que os compromissos sejam cumpridos, inclusive com a Justiça do Trabalho, e que o clube não volte à habitual asfixia.


Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!

Napoleão
Perfil

Carlos Ferreira
Comentarista

Carlos Ferreira é comentarista da TV Liberal (afiliada da Rede Globo em Belém) e do jornal O Liberal.