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Paysandu prepara um novo Pikachu para 2014

Caio, novo Pikachu na Curuzu?
         
Se o ala direita Yago Pikachu (21 anos) é o artilheiro do Papão na Série B com 9 gols e có-artilheiro do clube na temporada com os mesmos 15 gols de Rafael Oliveira, o ala esquerda Caio (18 anos) é o artilheiro do campeonato paraense sub 17 com 10 gols em 6 jogos (ficou fora de três) e no meio do ano foi o artilheiro bicolor na Copa 2 de Julho, em Salvador, com 8 gols. Nessa competição o Papão enfrentou até a seleção brasileira sub 17. E Alexandre Gallo, técnico das seleções de base do Brasil, cadastrou a revelação bicolor para maiores observações, abrindo a possibilidade de convocação, que aumentará se ele emplacar no time profissional bicolor.
         
Caio está escalado por Rogerinho Gameleira para enfrentar o Sport Recife, sábado. Nesta Série B ele jogou alguns minutos da derrota do Papão para o Avaí (2 x 0) na Curuzu. É um atleta de 1,82m., 70 quilos, que está no clube desde os 12 anos. Caio é filho do preparador físico João Teles Pompeu. Segundo o coordenador de base do Paysandu, 'é um lateral habilidoso e muito ofensivo, mas que também sabe marcar'. Sábado, em Recife, Caio vai vestir a camisa que este ano foi de Rodrigo Alvim, Bryan, Janilson, Gilton e Pablo.  Se Caio vai dar certo como Pikachu só o tempo dirá, mas credenciais ele já mostrou que tem.
 

Finalmente, fazendo dinheiro com a história
        
Nada expressa melhor a grandiosidade de Remo e Paysandu que a torcida e a história. Bastaria o funcionamento do marketing, mesmo de forma incipiente, para a junção de torcida e história renderem dinheiro. Uma sugestão do benemérito Orlando Ruffeil levou o Remo a instituir a camisa 33, alusiva ao tabu de 33 jogos construído sobre o Paysandu nos anos 90, a ser usada por um jogador de grande destaque. Começou aí a história da contratação de Eduardo Ramos. Logo numa ação de pré-venda o Remo teve a certeza do sucesso da camisa 33 como produto da história. Se vender as 11 mil camisas encomendadas, terá um faturamento de R$ 1.650.000,00.
       
Acertadamente, o Paysandu resolveu responder com uma camisa alusiva ao tabu dos 7 x 0, goleada aplicada ao Leão há 68 anos. Isso provoca uma competição extra e ainda mais rentável. Finalmente, vemos nossos clubes descobrindo que as glórias do passado podem ser muito mais do que história. É por essa percepção que os grandes clubes do mundo veneram seus ídolos. Afinal, eles são a personificação da história.
 

PM perdida no trato com índios Kyikatejê
       
No jogo Gavião Kyikatejê x Tuna, no último sábado, em Marabá, um torcedor indígena entrou em campo e agrediu com um chute o jogador tunante Adriano Miranda. A Polícia Militar deixou de prendê-lo alegando que os índios só podem ser presos pela Polícia Federal. Este colunista buscou esclarecimentos. Na realidade, a PM não só podia como devia ter prendido o índio agressor e apresentado à Polícia Civil para a lavratura do TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).
      
O esclarecimento, objetivo junto à Polícia Federal, diz que o índio com grau de cultura, fora da audeia, é cidadão comum perante às leis. Mesmo na audeia, poderia ser preso pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil na presença de um representante da Funai, a quem cabe avaliar o aculturamento. O fato é que por desinformação a PM está perdida em Marabá diante dos excessos habituais de índios torcedores do Kyikatejê.      


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Napoleão
Perfil

Carlos Ferreira
Comentarista

Carlos Ferreira é comentarista da TV Liberal (afiliada da Rede Globo em Belém) e do jornal O Liberal.