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Veja os bastidores da eleição para presidência da FPF

Eleição na FPF, reflexo de uma realidade
          
A FPF comanda os destinos do futebol paraense. As Ligas e os clubes amadores, com 64% dos votos na eleição de hoje, decidem quem deve ser o principal gestor do nosso futebol profissional. Essa incoerência está em todas as Federações estaduais, que, por sua vez, elegem e dão suporte ao principal gestor do futebol profissional brasileiro. Esse sistema tão amador e viciado dita o destino de uma milionária indústria que gera 370 mil  empregos e movimenta R$ 11 bilhões por ano na economia brasileira, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Porém, estudiosos dizem que a capacidade do futebol no Brasil, seria para dois milhões de empregos e R$ 62 bilhões por ano, se fosse gerido profissionalmente de norte a sul, leste a oeste. No mundo inteiro o futebol movimenta quase R$ 1 trilhão por ano e tem cerca de 265 milhões de praticantes.
        
No Pará, não há números estudados do que o futebol proporciona de empregos e movimentação financeira. Mas, seguramente, esses dados não devem ficar abaixo de cinco mil empregos e R$ 30 milhões. Apesar de tamanha importância, o futebol no Pará ainda é tratado apenas como paixão. E isso explica uma eleição para a presidência da FPF sem debate de idéias, sem maiores compromissos, decidida na troca de favores. E que se dane que depende do futebol para sobreviver. Que se dane quem financia essa indústria. Que se danem os tolos. Afinal, quem disse que futebol é coisa séria no Pará? Nenhum dos três candidatos (Antônio Carlos Nunes, Luis Omar Pinheiro e Ulisses Sereni) explorou em campanha o futebol paraense como mercado de empregos, com importância social fundamental. Não há essa visão! Nunes, candidato à reeleição, não se deu o trabalho de apresentar proposta alguma. 


Remo e Paysandu, meros coadjuvantes
        
Principais alavancas do nosso futebol, o Remo e Paysandu têm apenas quatro votos, cada, na eleição do próximo presidente da FFP. Pesam menos que Tuna, Castanhal, Pinheirense e Sport Belém, que têm cinco votos, cada. É um voto por competição da FPF que tenha disputado nos últimos 12 meses.
        
Os 23 clubes profissionais somam apenas 36% dos votos na eleição. São reféns das 97 Ligas e dos 25 clubes amadores no colégio eleitoral. E a cultura do amadorismo os faz aceitar com naturalidade, numa subserviência comum em todas as regiões do país.


Papão faz despedida na coragem
        
Encaixar no time os meninos Murilo, Caio e Araújo é uma atitude de coragem. Mas Rogerinho Gameleira trata de dar ao time bicolor um serviço de primeiro combate com Dennis e Heliton. O meia Jaílton também está orientado a priorizar a marcação. Atrás, o trio de zaga com Fábio Sanches, Leonardo Dagostini e Pablo. Pelo que deduzo das intenções de Rogerinho, os alas Pikachu e Caio serão peças efetivamente ofensivas nas alas.  
        
Murilo e Araújo deverão ser os 'carrapatos' do meio de campo no serviço de marcação e saída rápida para o ataque. E a opção por Dennis deve se explicar pela proposta de jogo. Dennis ainda não fez gol campeonato. É o homem do 'quase'. Contra o Oeste não fez num excelente cabeceio por um milagre do goleiro. Contra o Bragantino não fez em belo tiro de fora da área porque a bola encontrou o travessão. Mas é um jogador fiel às funções táticas e com vitalidade para tal. Em Recife, diante do Sport completo e em estado de graça, terá a chance de justificar uma permanência para 2014. 


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Napoleão
Perfil

Carlos Ferreira
Comentarista

Carlos Ferreira é comentarista da TV Liberal (afiliada da Rede Globo em Belém) e do jornal O Liberal.