ORM / Barra Topo
Logo Parazão
Rebaixamento do Papão ainda deixou dívida milionária para este fim de ano

Além da queda, R$ 1 milhão em dívidas
         
A Série B teve um processo totalmente contrário aos planos do Paysandu. À medida que o campeonato foi avançando, foram aumentando os custos e diminuindo as receitas. Para honrar o compromisso dos salários em dia, o Papão contraiu empréstimos que totalizaram cerca de R$ 1 milhão, como declarou ontem o presidente Vandick Lima na entrevista ao vivo no Globo Esporte (TV Liberal). Entre se endividar com o elenco ou com o mercado, o Paysandu preferiu a segunda opção para não correr risco de  novos processos trabalhistas e para não complicar mais ainda a trajetória na Série B. Estabeleceu-se assim uma exceção nos 13 rebaixamentos paraenses em campeonatos brasileiros (6 do Paysandu, 4 do Remo, 2 da Tuna e 1 do São Raimundo). O Papão 2013 é o primeiro a cair com salários em dia. Uma  honradez que poucos souberam corresponder.
        
A última cota da Série B (R$ 235 mil) a ser repassada pela CBF, vai pagar a folha de novembro. Para pagar dezembro e 13º salário o Paysandu vai depender da venda de camarotes e cadeiras da Curuzu. Restará pelo menos o mérito da honradez à gestão Vandick Lima, que planeja o clube para 2014 na esteira da credibilidade construída, na expectativa da venda de Yago Pikachu para organizar as contas e retomar os projetos de infra-estrutura.    
 

Promessa  de 'tolerância zero'
         
A expressão 'tolerância zero' foi usada pelo vice-presidente do Paysandu, Sérgio Serra, para indicar a conduta do clube nas cobranças aos seus profissionais em 2014. O presidente do Remo, Zeca Pirão, não usou a mesma expressão, mas também já deixou claro que não será tolerante com atletas que não se comportem profissionalmente. O recado dos dois dirigentes foi incisivo. O tempo vai dizer qual será a atitude.
         
Em qualquer atividade de grupo, cabe ao bom gestor ser líder, agindo com habilidade e autoridade. No futebol, um universo dominado por sentimentos e vaidades, a liderança bem exercida é ainda mais importante. Melhor que ser tolerante ou intolerante é manter a relação de trabalho em nível profissional.
 

Um alerta sobre a camisa 33
         
Depois do programa 'Seu clube, sua energia', parceria de Remo e Paysandu com a Celpa, que dura seis anos, mas tem resultados pífios, por má gestão, a Camisa 33 é a maior sacada de marketing no futebol paraense. Celebra um feito histórico do Remo na rivalidade com o Paysandu, eleva a auto-estima dos torcedores azulinos e, principalmente, gera dinheiro. Se vender as 11 mil camisas encomendadas, o Leão lucra R$ 1,1 milhão. A investida de marketing deve ser potencializada pela figura do jogador que vai usar a camisa 33. O clube guarda o nome em absoluto sigilo, mas garante que será um jogador de nível acima da média no novo time.
         
Tudo está bem encaixado no plano de marketing. Mas a cartada pode ser perigosa. Os comandantes do clube precisam ser habilidosos e ter autoridade suficiente sobre o elenco para que essa distinção não provoque uma guerra de egos. A ciumeira é muito comum entre jogadores de futebol. Dependendo da proporção, isso pode fazer muito mal ao ambiente. Cabe ao clube ditar uma linha profissional de direitos e deveres, cumprindo e cobrando obrigações.


Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!

Napoleão
Perfil

Carlos Ferreira
Comentarista

Carlos Ferreira é comentarista da TV Liberal (afiliada da Rede Globo em Belém) e do jornal O Liberal.